
Pedro Carlos Strikis, conhecido pioneiro da fotografia em Americana, faleceu na terça-feira (27), aos 63 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Strikis estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi desde o início do mês, devido a complicações de uma doença neurodegenerativa ainda não diagnosticada.
Pedro era casado e deixa cinco filhos. O velório foi realizado na tarde de ontem no Cemitério Parque dos Lírios, em Santa Bárbara, seguido pela cremação no local.
Desde cedo, Pedro, ao lado de seu pai Fricis, foi um dos primeiros a se aventurar no mundo da fotografia em Americana. Inicialmente, o duo operava uma loja de revelação na Rua Vieira Bueno, mudando posteriormente para a Avenida Paschoal Ardito, onde hoje está localizada a Foto Príncipe.
Carlos Vasalo, amigo de infância e também fotógrafo, recorda os tempos em que visitava a casa de Pedro. “Nos conhecemos desde sempre. Lembro das dicas de fotografia que recebi do pai dele. Como adulto, Pedro seguiu o legado familiar, sempre acompanhado pela esposa e pelos filhos”, disse Vasalo.
Laura, esposa de Pedro, destaca que ele se destacou por suas fotos de pessoas, ao contrário de muitos colegas da época que preferiam fotografar paisagens. “Pedro gostava de registrar aniversários e casamentos”, afirmou Laura. Além de sua paixão pela fotografia, Pedro também era apaixonado por Biologia, área em que estudou na Unicamp. “Ele não era muito de dar aulas, mas adorava a pesquisa”, completou.
Laura relembra que os primeiros sintomas da doença surgiram em 2019, o que levou Pedro a parar de dirigir e a enfrentar dificuldades em manter os negócios. “Decidimos vender nossa loja na Avenida Paschoal Ardito devido à sua condição”, contou. O estabelecimento foi adquirido por Allisson Roberto, ex-secretário de Comunicação de Americana, e continua na família dele.
“Allisson Roberto comprou a loja e a Foto Strikis tornou-se um marco em Americana. A demanda por casamentos sempre foi muito alta, e Pedro Strikis foi uma verdadeira lenda na fotografia”, concluiu Allisson, ressaltando o impacto duradouro de Pedro na comunidade local.




