Bancos de sangue de Americana enfrentam níveis críticos e pedem doações urgentes


Unidade do Hospital Municipal e Centro de Hematologia registram baixa nos estoques dos tipos O+, O-, A+ e A-

Os bancos de sangue de Americana operam em estado de alerta. As unidades do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi e o Centro de Hematologia, instalado no Hospital São Francisco, estão com os estoques de sangue em níveis críticos, especialmente dos tipos O+, O-, A+ e A-. A situação preocupa, principalmente por ocorrer em um período marcado pelo aumento de doenças respiratórias e maior demanda hospitalar.

A doação, que leva cerca de 15 minutos, pode beneficiar até quatro pessoas. Com a queda nos estoques, as instituições fazem um apelo à população para manter o fluxo constante de doações e garantir o atendimento a quem precisa.

Um exemplo de solidariedade é o jovem Pietro Muranishi Gobbo, de 19 anos, que doa sangue desde os 16. “Foi algo pessoal, que nasceu em mim. Nunca tive influência familiar. Acredito que doar sangue é uma forma simples de salvar vidas”, afirma. Pietro mantém o hábito de doar a cada quatro meses e ressalta que o gesto pode transformar realidades em poucos minutos.

Como doar

Na unidade do Hospital Municipal, as doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h, sem necessidade de agendamento. O acesso é pela Rua Cuiabá, no Jardim Nossa Senhora de Fátima.

Já no Centro de Hematologia, o atendimento ocorre de segunda a sábado, das 7h30 às 12h30, com agendamento prévio via WhatsApp: (19) 98122-1020. A unidade está localizada na Praça Francisco Matarazzo, Vila Galo.

Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar ao menos 50 kg, estar descansado, alimentado (evitando alimentos gordurosos) e não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores. Também é preciso apresentar documento com foto.

Um gesto que salva vidas

Casos como o da pequena Bella Louise Garcia, de três anos, mostram a importância da doação contínua. Diagnosticada com talassemia, uma anemia crônica de origem genética, Bella precisa passar por transfusões a cada 15 dias.

“A doação é essencial para a vida da minha filha. Sem ela, Bella não teria qualidade de vida. É um gesto de amor que pode ajudar milhares de pessoas”, relata Sauany Garcia, mãe da menina, que vive com a família em Nova Odessa.

Bella realiza tratamento no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, e pode receber doações em diferentes unidades: Hemocentro da Unicamp, Hospital Municipal Dr. Mário Gatti (ambos em Campinas), Hospital Estadual de Sumaré e Hemonúcleo de Piracicaba.

Diante da situação crítica, os bancos de sangue de Americana reforçam o apelo à solidariedade. Manter os estoques abastecidos é garantir vidas salvas — hoje e sempre.

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