
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) uma mudança importante na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU): o número de mulheres convocadas para a segunda etapa será igual ao de homens, tanto nas vagas de ampla concorrência quanto nas destinadas a cotas. A medida, segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, é uma política afirmativa de inclusão, e não uma reserva de vagas.
A decisão foi tomada com base nos dados da edição anterior do concurso, em que as mulheres representaram 56,2% dos inscritos, mas foram minoria na segunda fase em sete dos oito blocos de áreas temáticas. Apenas 39,3% das candidatas avançaram para essa etapa, apesar de inicialmente comporem mais da metade das inscrições. A maior disparidade ocorreu no bloco E (tecnologia, dados e informação), onde elas ocuparam apenas 8,4% das vagas finais. Já no bloco 5 (educação, saúde e direitos humanos), as mulheres foram maioria entre os aprovados, com 60,3% das vagas.
A segunda etapa do concurso convoca um número de candidatos equivalente a nove vezes o número de vagas previstas, e agora será feita com paridade de gênero. Segundo a ministra, a medida busca ampliar as chances reais de participação das mulheres, que enfrentam mais obstáculos sociais, como os encargos de cuidado doméstico e familiar. “A aprovação das mulheres foi mais concentrada na faixa etária entre 35 e 45 anos”, destacou Dweck.
A ministra também revelou que o governo está implementando medidas de apoio para mulheres aprovadas, como salas de amamentação e espaços infantis nos cursos de formação, a fim de garantir que as candidatas possam seguir nas etapas finais sem abrir mão de seus compromissos familiares.
A iniciativa reforça o compromisso do CNU com a inclusão e igualdade de oportunidades no serviço público federal.
Com informações da Agência Brasil.




