Entrevista reúne especialistas e destaca que prevenir, informar e denunciar são responsabilidades de toda a sociedade

A proteção de crianças e adolescentes esteve no centro do debate durante entrevista realizada nesta sexta-feira (10), no programa Azul Cidades, da Rádio Azul FM. A pré-candidata a deputada estadual Andréa Souza participou do programa acompanhada da psicóloga, educadora, escritora e pastora Djane Souza, coordenadora regional da Rede Infância Protegida, para discutir ações de prevenção à violência infantil, combate ao abuso sexual e fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância.
Durante a entrevista, Djane explicou que a Rede Infância Protegida atua na conscientização de famílias, escolas, igrejas, empresas e instituições, levando informações sobre autoproteção, identificação de situações de risco e prevenção de todas as formas de violência contra crianças e adolescentes.
Segundo ela, a maior parte dos casos de violência ocorre dentro do ambiente familiar ou é praticada por pessoas próximas da vítima. Por isso, defendeu a necessidade de romper o ciclo da violência por meio da educação e da informação.
Outro tema abordado foi o crescimento dos riscos enfrentados por crianças e adolescentes no ambiente digital. Djane alertou para os perigos da exposição excessiva às redes sociais, do cyberbullying, do aliciamento pela internet e da falta de acompanhamento dos pais sobre o conteúdo acessado pelos filhos. Ela ressaltou que o controle parental deve ser uma prática constante das famílias, especialmente durante o período de férias escolares, quando aumenta o tempo de permanência das crianças nos dispositivos eletrônicos.
A psicóloga também orientou pais e responsáveis a observarem mudanças bruscas de comportamento, isolamento, tristeza, agressividade ou atitudes incompatíveis com a idade, sinais que podem indicar situações de violência ou abuso. Segundo ela, ouvir e acreditar no relato das crianças é um passo fundamental para interromper o ciclo de violência.
Andréa Souza destacou que a proteção da infância deve ser prioridade nas políticas públicas. Ela defendeu investimentos em prevenção, fortalecimento dos Conselhos Tutelares, apoio às escolas e ampliação da rede de atendimento às famílias. A pré-candidata também voltou a abordar a necessidade de acelerar o diagnóstico de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências, por meio da capacitação dos profissionais da atenção básica e da descentralização dos serviços especializados.
Ao longo da entrevista, Andréa enfatizou que seu objetivo ao participar do programa é dar visibilidade a pessoas e iniciativas que realizam trabalho social relevante na região, promovendo debates sobre temas que impactam diretamente a vida das famílias.
As entrevistadas reforçaram que campanhas de conscientização não devem se limitar ao Maio Laranja, dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, mas precisam acontecer durante todo o ano.
Ao final, ambas defenderam que combater a violência infantil exige a participação conjunta do poder público, das famílias, das instituições religiosas, das escolas e de toda a sociedade, reforçando que denúncias podem salvar vidas e que proteger crianças é garantir um futuro mais seguro para toda a comunidade.
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