O Botão do Pânico, aplicativo da Guarda Municipal de Americana (Gama), auxilia significativamente as mulheres vítimas de violência, prevenindo agressões, localizando os autores e, muitas vezes, evitando tragédias. O dispositivo, instalado no celular da mulher, pode ser acessado quando ela se sente ameaçada e em perigo. O botão aciona um alerta sonoro, captado pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI) da Gama.
Após o alerta sonoro, os operadores do CSI verificam o cadastro da vítima, sua localização em tempo real e identificam o agressor. Com essas informações, o operador encaminha imediatamente uma viatura até o local. Se o agressor for localizado, ele é encaminhado à delegacia por descumprimento de medida protetiva, para que a autoridade policial adote as providências cabíveis. Caso o agressor não seja localizado, um boletim de ocorrência é registrado e disponibilizado ao Judiciário.
O dispositivo está inserido no trabalho desenvolvido pelo IDMAS (Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais) da Guarda Municipal, que tem provocado mudanças positivas na vida de mulheres que lidam com situações de violência doméstica. Ao aderirem ao Programa Maria da Penha, elas passam por uma série de ações que devolvem a autoestima e a confiança para prosseguir a vida longe das agressões.
Todo o processo tem início quando o IDMAS recebe a relação das medidas protetivas expedidas pela Justiça. A partir desse momento, os integrantes da inspetoria fazem uma primeira visita à mulher, colhem informações como a gravidade da ocorrência e a situação em que ela se encontra, e questionam se ela quer participar do programa e instalar o aplicativo em seu celular. Ao aderir ao programa, a vítima também tem acesso a atendimento psicológico disponibilizado pela Gama em parceria com a FAM (Faculdade de Americana).
“Além da questão policial, o IDMAS também faz um trabalho social. Se essa vítima está passando por alguma dificuldade financeira, buscamos providenciar um auxílio, um apoio, encaminhá-la para o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). No primeiro atendimento, também conseguimos fazer a intermediação com o abrigo, caso seja necessário ela se retirar da residência”, explica o comandante da Gama, Marco Aurélio da Silva.




