
A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) confirmou nesta terça-feira (20) a primeira morte por chikungunya no município em 2025. A vítima é um homem de 49 anos, morador da área atendida pelo Centro de Saúde Jardim São Marcos. Ele apresentava comorbidades e começou a manifestar sintomas no dia 25 de março. Foi internado na rede pública no dia 28 e faleceu em 3 de abril.
Por meio de nota oficial, a pasta lamentou o óbito e expressou solidariedade à família do paciente. Desde 2016, Campinas já contabilizou 143 casos da doença, sendo cinco apenas neste ano. Entre os registros de 2025, três são autóctones (contraídos dentro do município), um é importado de outro estado e um segue com local de infecção indeterminado.
Segundo a secretaria, o vírus chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e fortes dores articulares, que podem se prolongar por semanas ou até meses. Em pacientes com comorbidades, a infecção pode evoluir com complicações neurológicas ou cardíacas, representando risco de morte.
Em nota técnica, a pasta destacou que a diferenciação entre dengue e chikungunya muitas vezes só é possível com exames laboratoriais específicos, já que os sintomas podem ser semelhantes.
Quando procurar atendimento médico
Além dos sinais iniciais, a Secretaria alerta para sintomas de alarme que exigem atendimento médico imediato, como:
- Tontura, suor frio e sensação de desmaio
- Dor abdominal intensa e vômitos persistentes
- Palidez, manchas roxas ou vermelhas pelo corpo
- Sangramentos espontâneos e dificuldade para respirar
- Confusão mental, sonolência excessiva ou agitação
- Redução no volume de urina
A administração municipal reforça a importância de medidas de prevenção, como eliminar criadouros do mosquito e buscar atendimento ao primeiro sinal de sintomas. Em 2024, Campinas confirmou 12 casos de chikungunya, sendo quatro autóctones, quatro importados e quatro com local de infecção não identificado.




