A comissão responsável por investigar as denúncias envolvendo o uso de veículos equipados com câmeras pela empresa Estapar, gestora da Área Azul no município, finalizou seus trabalhos e recomendou o rompimento do contrato. A prática de fiscalização com carros equipados com câmeras é expressamente proibida na cidade.
Após meses de investigação, que incluiu coleta de depoimentos, análise de relatórios e levantamento de evidências, o grupo concluiu que a empresa descumpriu o contrato e violou princípios de lealdade e boa-fé administrativa. O relatório final, divulgado nesta quinta-feira (25), sugere, além do término do contrato, a aplicação de penalidades e uma apuração sobre possíveis danos ao erário.
As informações foram compartilhadas em vídeo nas redes sociais pelo chefe de gabinete da Prefeitura, Franco Sardelli (PL). “O trabalho foi minucioso, com análise detalhada e provas sólidas, que evidenciam o descumprimento do contrato. Agora, o relatório segue para a Secretaria de Negócios Jurídicos, e, em seguida, para a decisão do prefeito”, explicou Sardelli, que também faz parte da comissão.
Após a análise pela Secretaria de Negócios Jurídicos, o parecer de um procurador será emitido antes da decisão final do prefeito Chico Sardelli.
Em nota, a Estapar se manifestou sobre o caso, afirmando que todos os serviços prestados pela empresa estão dentro da legalidade e conforme o contrato. A empresa também expressou surpresa com a notícia, ressaltando que não foi formalmente notificada sobre a investigação.
“Todos os serviços são prestados dentro da legalidade e em conformidade com o contrato”, diz a nota.




