CPFL orienta população sobre riscos em acidentes com postes, queimadas e uso de pipas próximo à rede elétrica

O programa Azul Cidades, da Rádio Azul, recebeu nesta terça-feira (26) o consultor de relacionamento da CPFL Paulista, Gerivaldo de Jesus Nunes, para uma entrevista especial sobre segurança no fornecimento de energia elétrica. Em pauta, temas de grande relevância para a população da região, como acidentes envolvendo postes, queimadas, brincadeiras com pipas e até dificuldades no recebimento das contas de energia.

Com mais de 30 anos de experiência na companhia, Gerivaldo destacou a importância da aproximação entre a CPFL e a comunidade. “É um prazer enorme estar aqui para trazer informações sobre segurança no dia a dia das nossas equipes e também da sociedade”, afirmou.

Acidentes com postes: o que fazer?

Um dos principais temas abordados foram os acidentes de trânsito que atingem postes de energia, cada vez mais comuns nas cidades da região. Segundo Gerivaldo, a primeira orientação é não se aproximar de cabos partidos e, em caso de estar dentro do veículo atingido, permanecer no interior do carro até a chegada das equipes.

“Se houver fumaça ou risco de incêndio, a saída deve ser feita com extremo cuidado: sem encostar em partes metálicas do carro e sempre com os pés juntos, pulando até se afastar do veículo”, explicou.

De acordo com ele, a CPFL envia equipes emergenciais imediatamente após ser acionada. A prioridade é desligar a rede, eliminar riscos e restabelecer a energia de forma segura. Porém, em casos de grande impacto, como postes e transformadores danificados, o tempo de reparo pode ser mais longo.

Além dos riscos à população, esses acidentes geram prejuízos significativos. “Dependendo da situação, os custos para o motorista responsável podem variar de R$ 3 mil a R$ 14 mil, considerando troca de postes, transformadores e cabos”, destacou.

Pipas e linhas cortantes: um perigo invisível

Outro ponto em evidência foi a prática de soltar pipas perto da rede elétrica, que pode causar desde interrupções no fornecimento até acidentes fatais.

“O uso de cerol e linha chilena, além de ser crime, é extremamente perigoso. Essas linhas cortam até mesmo cabos da CPFL, que podem cair energizados no chão”, alertou Gerivaldo.

Segundo ele, a recomendação é soltar pipas somente em locais afastados da rede elétrica, como campos e praças abertas, evitando o uso de rabiolas e, jamais, de papel alumínio, que conduz energia. “E se a pipa enroscar, nunca tente retirar. Esse é um risco enorme, especialmente para crianças e adolescentes.”

A CPFL, inclusive, realiza campanhas educativas em escolas, levando maquetes e simulações para alertar os estudantes sobre os riscos dessa prática.

Queimadas e impacto na rede elétrica

As queimadas também têm sido um grande desafio para a concessionária. Mesmo em número menor que no ano passado, os focos de incêndio seguem preocupando.

“O fogo atinge as linhas de transmissão, que abastecem diversas cidades interligadas. Uma queimada em Americana, por exemplo, já deixou hospitais e sistemas de abastecimento de água de municípios vizinhos sem energia”, relatou o consultor.

As ocorrências mais comuns incluem curtos-circuitos, cabos rompidos e equipamentos danificados. Para evitar novos casos, a CPFL vem substituindo postes de madeira por concreto, além de reforçar inspeções e limpezas em faixas de segurança.

Gerivaldo pediu apoio da população para que não realizem queimadas em terrenos, nem descartem bitucas de cigarro e fósforos em áreas de vegetação. “O impacto vai muito além da energia. Ele atinge a vida da população e serviços essenciais.”

Atendimento ao cliente

Durante a entrevista, ouvintes relataram dificuldades para receber as contas de energia em casa. A CPFL garantiu que todas as faturas são entregues regularmente, mas, caso isso não ocorra, o cliente deve acionar o atendimento pelo telefone 0800 010 1010.

“Esse é o canal oficial para esclarecer qualquer problema relacionado à entrega ou emissão de contas”, orientou Gerivaldo.

Educação e parceria com a comunidade

Encerrando a participação, o consultor reforçou a missão da CPFL de manter proximidade com a população e a imprensa. “Nosso maior valor é a segurança: das nossas equipes e da sociedade. A parceria com veículos como a Rádio Azul é essencial para disseminar essas orientações.”

O jornalista Marcelo Fernandes, apresentador do Azul Cidades, destacou a importância da entrevista. “São informações que salvam vidas e esclarecem dúvidas práticas do dia a dia. Queremos a CPFL mais vezes conosco para esse diálogo aberto com a comunidade.”

Ouça na íntegra:

Rolar para cima