Diretor de Desenvolvimento Social do Estado explica funcionamento do programa, perfil das famílias atendidas, papel dos agentes e repasses que chegam a quase R$ 2 milhões para estruturar a rede socioassistencial do município

Em entrevista exclusiva concedida ao programa Azul Cidades, da Rádio Azul FM de Americana, o diretor de desenvolvimento social do Governo do Estado de São Paulo, Marcelo Ricci, explicou em detalhes como funciona o Programa Superação SP, considerado por ele uma “mudança histórica na forma como a política social está construída no Estado”.
Logo no início da conversa, Ricci contextualizou o papel da diretoria dentro da Secretaria de Desenvolvimento Social. “A gente fica responsável pela gestão dos programas estaduais e federais da política de assistência social. Trabalhamos com desenvolvimento intergeracional, com pessoas idosas, mulheres vítimas de violência e, principalmente, com a superação da pobreza”, afirmou.
Autonomia como foco central
Ao explicar o conceito do programa, o diretor destacou que o Superação SP vai além da assistência tradicional. “O programa tem como objetivo garantir autonomia, geração de renda e fazer com que as famílias se tornem protagonistas das suas próprias histórias”, disse.
Segundo ele, o diferencial está na metodologia aplicada por meio do chamado agente de superação, que realiza a busca ativa das famílias com perfil para inclusão produtiva.
“São famílias que precisam de um empurrãozinho para acessar emprego, cursos de qualificação e as políticas públicas já existentes. Elas já têm perfil para serem incluídas produtivamente”, explicou.
Americana é destaque no programa
Americana está entre os 48 municípios da primeira etapa do Superação SP. Risse revelou que o Governo do Estado repassou quase R$ 2 milhões para que o município pudesse estruturar melhor sua rede de assistência social.
“O recurso é para fortalecer CRAS, CREAS e garantir que o município tenha estrutura para apoiar essas famílias no processo de superação da pobreza”, detalhou.
Ele ainda ressaltou que, na atual gestão da secretária Andresa Rosalem, houve aumento de quase 60% no repasse de recursos aos municípios, totalizando mais de R$ 150 milhões investidos na política de assistência social.
Apoio financeiro pode chegar a R$ 10 mil por família
Um dos pontos que mais chamaram atenção durante a entrevista foi o apoio financeiro direto às famílias participantes.
“Desde o momento que entram no programa, estão previstos auxílios e incentivos. Estamos falando de repasses que podem chegar a quase R$ 10 mil por família”, revelou.
Entre os benefícios estão:
- Auxílio para combater insegurança alimentar;
- Incentivo para participação em cursos presenciais de pelo menos 80 horas, com repasse de até R$ 1.200 para custeio de transporte e alimentação.
O papel fundamental do agente de superação
Ricci enfatizou que os agentes são pessoas do próprio município, muitas vezes do mesmo bairro das famílias atendidas.
“O agente é capacitado com mais de 80 horas de formação. Ele conhece a realidade local e vai até a casa da família. No começo, as visitas são semanais e o acompanhamento dura pelo menos 24 meses”, explicou.
Durante esse período, é criado um Plano de Desenvolvimento Familiar, com diagnóstico completo de todos os membros da casa.
Famílias não perdem o Bolsa Família
Uma das principais dúvidas esclarecidas pelo diretor foi em relação à manutenção de outros benefícios sociais.
“As famílias não perdem o Bolsa Família. Os auxílios do Superação não configuram como renda. Não há risco nenhum de perder outros benefícios”, garantiu.
Como as famílias entram no programa
Diferente de outros programas, as famílias não precisam procurar o poder público.
“É o agente que bate na porta. A única coisa importante é manter o Cadastro Único atualizado”, orientou.
Em Americana, os agentes são contratados pela FGV Projetos, identificados com colete, crachá e identificação do Governo do Estado.
Ao final da entrevista, Marcelo Ricci agradeceu o espaço concedido pela Rádio Azul e reforçou a importância da divulgação. “É fundamental comunicar para que as famílias saibam que esse programa existe e que pode transformar realidades”, concluiu.
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