Governo Tarcísio estuda criar escolas exclusivas para filhos de PMs a partir de 2025

O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), trabalha na criação de uma rede de escolas voltadas exclusivamente para filhos de Policiais Militares. A proposta, que ainda está em fase de elaboração, deve ser enviada à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nos próximos meses, com expectativa de aprovação ainda em 2024. A meta é que as primeiras unidades comecem a funcionar já no ano letivo de 2025.

Inicialmente discutido dentro da Secretaria de Segurança Pública, o projeto foi transferido para a Secretaria da Educação, onde está sendo estruturado em detalhes. O próximo passo é o envio da proposta à Casa Civil, que dará o aval final antes da tramitação legislativa.

Ao contrário do modelo cívico-militar, também defendido por Tarcísio e que envolve gestão compartilhada entre militares e civis, as escolas para filhos de PMs seguirão um regime distinto. Fontes ouvidas pela reportagem revelaram que a metodologia pedagógica será inteiramente comandada por policiais militares. A ideia é que cargos de direção, por exemplo, sejam ocupados por oficiais da corporação, como coronéis, espelhando o modelo de escolas administradas pelo Exército Brasileiro.

Além do foco no público-alvo — os filhos de integrantes da Polícia Militar — o governo também estuda a possibilidade de abrir vagas remanescentes para a população em geral. A seleção, nesse caso, ocorreria por meio de um processo seletivo semelhante a um “vestibulinho”, modelo já adotado por escolas técnicas no estado.

Ainda não há confirmação sobre o número de unidades a serem implantadas nem os municípios que receberiam as primeiras escolas. A proposta faz parte de uma política mais ampla do governo Tarcísio voltada à valorização das forças de segurança e ao fortalecimento da disciplina e da hierarquia no ambiente escolar.

A expectativa dentro do Palácio dos Bandeirantes é de que o projeto seja bem recebido por sua base na Alesp, que já demonstrou apoio a outras pautas voltadas à segurança pública e ao reforço de modelos alternativos de ensino.

Caso seja aprovado dentro do prazo previsto, o projeto colocará São Paulo como o primeiro estado brasileiro a oferecer uma rede de ensino exclusiva para filhos de policiais militares sob gestão da própria corporação.

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