Idosa morre após espera de 12 Horas em Hospital de Americana; Família alega negligência

No último domingo (25), uma idosa de 82 anos, identificada como Geni da Costa Rodrigues, faleceu após permanecer 12 horas em uma cadeira de rodas à espera de atendimento no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana. Geni estava internada devido a um quadro de pneumonia, agravado por diabetes e pressão alta.

De acordo com relatos da família, a demora no atendimento e a aparente negligência dos profissionais de saúde contribuíram para o trágico desfecho. “Eles foram totalmente negligentes. Depois que a minha mãe já tinha morrido, veio uma enfermeira e disse que há horas tinha orientado a tirar ela da cadeira de rodas,” afirmou Eduardo Miguel Rodrigues, filho da vítima, que afirmou estar considerando entrar com uma ação judicial contra a unidade de saúde.

A administração do hospital informou que está revisando minuciosamente os procedimentos e o tempo de espera relacionado ao atendimento de Geni, com o objetivo de identificar possíveis falhas. “Os procedimentos, tempo de espera e ações adotadas durante o atendimento da paciente serão cuidadosamente revisados, na tentativa de identificar qualquer processo inadequado,” declarou a administração. A causa oficial do óbito ainda está sendo determinada com base nos exames realizados e nas condições apresentadas ao longo do atendimento. O hospital assegurou que o processo será conduzido com “o máximo rigor e transparência”.

A situação se desenrolou no sábado (24), quando Geni sofreu um mal-estar que levou seu filho a solicitar uma ambulância. O veículo, segundo Eduardo, só transportava pacientes para o posto de saúde mais próximo, não para o HM. “O motorista me disse que só leva no posto mais próximo, não leva ao hospital. Ele falou que é proibido levar na emergência do HM,” relatou Eduardo.

Ao ser transferida para o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, a idosa foi colocada em uma cadeira de rodas na sala de espera, com os sinais vitais considerados estáveis. No entanto, durante a espera, Geni apresentou um problema no rim e, apesar da gravidade, não recebeu atendimento imediato. Após 12 horas e muita insistência da família, a paciente foi finalmente colocada em uma maca, mas não resistiu e faleceu na manhã de domingo.

O hospital expressou pesar pelo falecimento e se solidarizou com a família, reiterando seu compromisso com as melhores práticas médicas e a conformidade com protocolos de atendimento. “A unidade de saúde ainda reiterou seu compromisso em oferecer procedimentos em conformidade com as melhores práticas médicas” e informou que a classificação de risco e os diagnósticos seguiram o padrão estabelecido, com priorização do atendimento após a piora do quadro.

A família de Geni, devastada pela perda, aguarda respostas e medidas adequadas para o caso.

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