
A Unicamp, por meio de uma de suas fundações, foi a única instituição a apresentar proposta no chamamento público para a gestão do Hospital Estadual de Sumaré (HES). A informação foi confirmada pela secretária executiva estadual de Saúde, Priscilla Perdicaris, durante a apresentação do projeto técnico do novo Hospital Metropolitano, que será construído em Campinas (SP).
Com a ausência de outras propostas, a expectativa é de que a Unicamp continue responsável pela administração do hospital, cargo que ocupa há 25 anos. A confirmação oficial, no entanto, ainda depende da análise documental da proposta apresentada. “A Unicamp, através de uma de suas fundações, vai ser capaz de oferecer um projeto assistencial de excelência. Tivemos a abertura dos envelopes e apenas uma entidade participou. Até o dia 31 deveremos ter um vencedor, e tudo indica que haverá continuidade”, afirmou Perdicaris.
O chamamento público foi necessário para resolver uma questão jurídica, já que o atual contrato de gestão era considerado frágil pelo governo estadual. O processo também foi motivado pelo fim do convênio vigente, que expira neste mês, gerando incertezas sobre a permanência da universidade à frente do hospital.
A legislação citada pelo governo, a Lei nº 846/1998, determina que apenas Organizações Sociais (OSs) podem participar desse tipo de processo. Diante desse cenário, a Unicamp se mobilizou e alterou o estatuto de uma de suas fundações, tornando-a uma OS apta a concorrer.
A situação do HES já vinha gerando polêmica desde 2021, quando o hospital fechou o setor de enfermaria pediátrica, o que levantou críticas e preocupações sobre a capacidade de atendimento da unidade.
Com a possível confirmação da permanência da Unicamp, a expectativa é de que o hospital mantenha sua linha de atuação com foco no atendimento público regional, fortalecendo a parceria entre a universidade e o Sistema Único de Saúde (SUS).




